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Você toma vitamina D no impulso? Médicos avisam: pode sair mais caro do que parece
Diretrizes novas dizem que suplementar sem orientação pode transformar cálcio no sangue em problema renal e mais nada disso é exagero.

A Sociedade Americana de Endocrinologia revisou as diretrizes de vitamina D e o recado é direto: para a maioria dos adultos com menos de 75 anos e sem doença preexistente, não vale dosar nem suplementar além da ingestão diária recomendada. A endocrinologista Marise Lazaretti, da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), resumiu o problema: “Muitas pessoas, no mundo todo, tomam a vitamina D em quantidades que ninguém controla direito, sem ninguém saber se essas doses realmente fazem, ou não, bem para alguma coisa.”
O endocrinologista Carlos Andre Minanni, do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que doses altas por tempo prolongado, sem acompanhamento médico, podem elevar o cálcio no sangue e causar náusea, vômito, fraqueza, anorexia, desidratação e até insuficiência renal. Nos casos extremos, aparecem confusão, psicose, coma, pancreatite e bradiarritmia. O guia, divulgado em junho, mantém a suplementação para grupos de risco, mas sem exigir exame prévio para prescrever.