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Um lado do corpo é mais forte? A revisão que desmonta a régua de 10% da academia
Asimetria é normal, e o tal limite que todo mundo usa para se preocupar pode não ter base científica nenhuma.

Diferenças de força entre os dois lados do corpo são comuns e começam antes do nascimento: o bebê já assume posições preferenciais dentro do útero. Segundo o ortopedista David Gusmão, o cérebro comanda os membros de forma cruzada, o que gera diferenças de habilidade, equilíbrio, força e amplitude de movimento entre os lados.
Uma revisão publicada no Journal of Sports Science and Medicine analisou 53 estudos e mostrou que o famoso limite de 10% a 15% de diferença entre os lados, muito usado como referência, nem sempre tem fundamentação científica sólida, e os resultados sobre assimetria, desempenho e risco de lesão foram inconsistentes. Vale investigar só quando a diferença for grande, vier acompanhada de dor, instabilidade ou limitação de movimento.