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Economia · Juros

Quem diria: o petróleo caro consertou a conta externa do Brasil

Déficit em transações correntes caiu para 2,33% do PIB, o menor em dois anos, enquanto serviços e renda pioravam, e os dólares que faltam estão vindo do exterior.

Por Heitor Valadares ·

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Quem diria: o petróleo caro consertou a conta externa do Brasil
Imagem: Senado Federal · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

O déficit em transações correntes do Brasil recuou para 2,33% do PIB no acumulado de 12 meses até setembro, o menor nível em dois anos, segundo dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira (26). Em setembro, o saldo negativo foi de US$ 5,1 bilhões (R$ 27,69 bilhões), contra os US$ 5 bilhões esperados pelos economistas. O resultado foi puxado por um superávit comercial mais forte, impulsionado pela alta dos preços do petróleo, commodity do qual o país é exportador líquido.

O investimento direto no país somou US$ 11,29 bilhões (R$ 61,33 bilhões) em setembro, muito acima dos US$ 6,5 bilhões previstos. No acumulado de 12 meses, o IDP chegou a 3,43% do PIB, ante 3,39% no mês anterior, e cobre integralmente o déficit externo: os déficits de serviços e de renda pioraram em setembro, mas a balança comercial mais do que compensou.