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Saúde+ · Alimentação e exercício

Jejum intermitente não é milagre: especialista lembra o óbvio

Endocrinologista alerta que cortar horas de refeição exige orientação médica e não serve para todo mundo.

Por Gabriela Araujo ·

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Jejum intermitente não é milagre: especialista lembra o óbvio
Imagem: ProjectManhattan · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

A endocrinologista Dra. Elaine Dias explica que o jejum intermitente alterna períodos de pelo menos 12 horas sem comer com a alimentação, mas pode trazer riscos: não é indicado para quem tem compulsão alimentar, pressão e glicemia baixas ou déficit muscular, e crianças e adolescentes não devem adotar a prática para não sofrerem alterações cognitivas.

Mesmo fora desses grupos, longas horas sem comer podem causar hipoglicemia, desmaios, tontura, deficiência de nutrientes, alteração hormonal, perda de músculo e desidratação. A especialista sugere, se for seguir, eliminar o jantar, jejum de 11 a 12 horas até o café da manhã, sempre com orientação médica e dieta equilibrada na janela em que se come.