Xangai quer internet via satélite direto no celular, e o plano de metas é tão ambicioso quanto caro
Cinco milissegundos de atraso, 3.000 satélites gerenciados e celular conectado direto à órbita: o novo plano chinês não é para amadores.

Seis órgãos governamentais de Xangai publicaram em 26 de outubro o “Plano de Ação para Inovação e Desenvolvimento da Indústria de Internet via Satélite (2027-2030)”. O documento define prioridades tecnológicas para conectividade orbital, incluindo conexão direta entre celulares e satélites, computação embarcada em satélites e integração entre redes terrestres e espaciais.
Entre as metas ambiciosas: atraso de roteamento entre satélites abaixo de 5 milissegundos, taxa de sucesso de troca superior a 99,9%, capacidade de computação de inteligência artificial por satélite acima de 30 POPS e um sistema de controle capaz de gerenciar pelo menos 3.000 satélites simultaneamente.
O plano também prevê desenvolvimento de terminais multimodais para consumidores e aplicações autônomas baseadas em constelações gigantes, integrando usuários terrestres às redes orbitais de forma fluida.