Vírus desenhado por IA foi injetado em paciente, e o laboratório não conta se deu certo
É a primeira vez que um organismo projetado por inteligência artificial entra num corpo humano como remédio, e ninguém de fora sabe o desfecho.

O laboratório Radical Numerics, de São Francisco, anunciou em outubro de 2026 que bacteriófagos desenhados por seu modelo Omnii-1 foram dados a um paciente com infecção resistente a antibióticos, em uso compassivo autorizado pela FDA. Fagos infectam só bactérias e são terapia centenária; a resistência antimicrobiana foi ligada a 4,7 milhões de mortes em 2021.
Em vez de genomas inteiros, o modelo reescreveu a fibra da cauda do fago T7, a proteína que agarra a bactéria: com 11 a 15 mudanças de aminoácido, 69,9% das variantes saíram viáveis, contra 4,8% do controle aleatório. O relatório é autopublicado, sem revisão por pares, e a empresa não divulgou o desfecho do paciente, citando privacidade, enquanto diz querer comercializar o tratamento.