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Economia · Inflação

Trump prometeu baixar preços; relatório final antes das eleições diz que não baixaram

Crescimento firme, bolsa perto do recorde e um detalhe chato: o preço no mercado continuou subindo.

Por Heitor Valadares ·

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Trump prometeu baixar preços; relatório final antes das eleições diz que não baixaram
Imagem: Ali Shaker/VOA · Public domain · Wikimedia Commons

Donald Trump enfrenta as eleições intermediárias de 2026 com um problema igualzinho ao que assombrou Joe Biden em 2024: os números da economia são bons (crescimento de 2,2%, desemprego estável em 4,2% e bolsa perto do recorde) mas o eleitor está de mal humor. O relatório final de inflação antes do pleito confirma o que o americano já sabe: os preços seguem altos, puxados por energia mais cara ligada ao conflito dos EUA e Israel com o Irã e por medidas próprias de comércio e imigração de Trump.

Na campanha de 2024, Trump prometeu: “Quando eu ganhar, vou imediatamente baixar os preços”. Os salários subiram 3% no ano, os preços ao consumidor subiram 3,7%. A analista Celinda Lake explica o descompasso: quando economista fala “inflação caiu”, quer dizer que a taxa de aumento desacelerou; quando eleitor fala a mesma coisa, quer dizer que o preço voltou ao de antes, e ele nunca volta.