Trump pede que finjam que ele está na cédula, e a matemática não ajuda
Aprovação em 32%, guerra sem fim e tarifaço derrubam qualquer coragem de candidato republicano

Em comício em Myrtle Beach, Carolina do Sul, Donald Trump pediu ao eleitorado que “finjam, por favor, que meu nome está na cédula”. Nenhuma disputa das eleições legislativas de 3 de novembro envolve o nome do presidente, mas a campanha toda foi montada em torno dele, e analistas veem risco de tiro no pé para os republicanos.
Energia cara, alimentos caros e o tarifaço da Casa Branca pesam contra o partido no poder, e o histórico é implacável: desde 1946, o partido do presidente perdeu assentos na Câmara em 18 das 20 eleições de meio de mandato. A aprovação de Trump está em 32%, próxima da mínima histórica, enquanto candidatos como Ashley Hinson, no Iowa, tentam equilibrar lealdade e distância sem cair de um lado ou do outro.