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Economia · Emprego

Trabalhador quer mais que dobrar o salário, 679 fábricas fecham e sua camiseta atrasa

Os enxovals da primavera e do verão ficaram na fila enquanto Daca vira campo de batalha salarial.

Por Heitor Valadares ·

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Trabalhador quer mais que dobrar o salário, 679 fábricas fecham e sua camiseta atrasa
Imagem: Fahad Faisal · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Fábricas de vestuário de Bangladesh retomaram as operações nesta segunda-feira, mas novos confrontos entre trabalhadores e polícia obrigaram centenas delas a parar de novo. Manifestantes exigem salário mínimo de 30.000 takas (US$ 243) contra os atuais 12.500 takas, bloquearam estradas, vandalizaram fábricas e queimaram um veículo da polícia, o que levou 679 unidades a interromper a produção.

O governo criou no domingo uma comissão salarial de seis membros para analisar as reivindicações. Bangladesh é o segundo maior exportador mundial de vestuário, atrás da China, com mais de 80% das receitas de exportação, 4 milhões de trabalhadores e cerca de 10% da produção econômica, num momento crítico do ciclo para H&M, Zara, Walmart e Primark.