Toffoli quer regras para campanha não virar ringue: no país onde TSE já suspendeu WhatsApp às vésperas do segundo turno
Ministro do TSE defendeu limites para propaganda eleitoral a observadores de 45 países, enquanto a corte se dividia sobre o canal “Exército de Lula” no WhatsApp.

O ministro Dias Toffoli, do TSE, defendeu neste sábado (24), às vésperas do segundo turno, que a Justiça Eleitoral crie regras para impedir que campanhas transformem canais de comunicação e propaganda em “ringue”. Em palestra na sede do tribunal, em Brasília, a representantes de cerca de 45 países, ele afirmou que o desafio dos próximos pleitos é fazer a “política voltar a discutir política” em meio à polarização.
Toffoli não detalhou quais normas seriam implementadas, mas citou o problema do “impulsionamento indevido” e da “robótica”, e criticou o uso de propaganda de rádio e TV, paga pelo cidadão via compensação fiscal, para troca de ofensas entre candidatos. As declarações ocorreram em meio a decisões divergentes do TSE sobre o canal no WhatsApp “Exército de Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e alvo de ações da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que Kassio Nunes Marques suspendeu numa decisão revista e interpretada como “atropelo” ao corregedor-geral.