Testosterona na pele e não no músculo: agulha curta conquista homens em TRT
Estudo pequeno mostra menos dor com via subcutânea, mas o cipionato de testosterona não tem esse uso aprovado pela FDA

A via subcutânea de injeção de testosterona vem ganhando atenção como alternativa à intramuscular tradicional no tratamento de reposição hormonal (TRT). A diferença prática é a agulha: a subcutânea usa agulhas mais curtas e finas, já que o medicamento vai para a gordura sob a pele, e não para dentro do músculo, como acontece no glúteo ou na coxa com a via intramuscular.
Um estudo de 2018 publicado no American Journal of Health-System Pharmacy acompanhou 14 homens trans em terapia hormonal que migraram da via intramuscular para a subcutânea. Os resultados mostraram exposição hormonal comparável entre as duas vias e relatos de menos dor e menos ansiedade com a injeção subcutânea. Porém, o cipionato de testosterona tem aprovação da FDA apenas para uso intramuscular, ou seja, a via subcutânea é off-label nesse caso. Formulações específicas de enantato de testosterona, sim, já são aprovadas pela agência para uso subcutâneo.