Tarcísio calcula 2030: precisa trocar de partido, negociar cargos e não brigar com o bolsonarismo
O governador já admitiu pela primeira vez a possibilidade de concorrer ao Planalto em 2030, mas os aliados avisam: sem negociar, não vai longe.

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliam que ele precisará mudar a forma de fazer política para se consolidar como candidato da direita à Presidência em 2030. Nos bastidores, Tarcísio é conhecido por evitar negociações de cargos com partidos e fazer escolhas “do coração”, postura que já gerou reclamações no primeiro mandato, e parte dos interlocutores diz que isso terá de mudar para ampliar a base.
Entre as possibilidades discutidas está a troca de partido: há quem defenda que ele migre do Republicanos, sigla considerada pequena para uma disputa presidencial, para o MDB, partido de seu vice, Felício Ramuth, e do prefeito Ricardo Nunes. O PSD também é citado, mas o afastamento de Tarcísio com Gilberto Kassab reduz a chance, e o PL é visto com restrições pelos mais próximos do governador. O principal desafio, segundo aliados, será administrar a relação com o bolsonarismo sem ser visto como “traidor” do grupo do ex-presidente.