Taiwan quer usinas nucleares de volta para fabricar chips, e quem pediu não foi ativista, foi a indústria
Associação de semicondutores comemora 30 anos com previsão de 9,1 trilhões de dólares taiwaneses em 2026 e um pedido de energia estável ao governo.

A Associação de Indústria de Semicondutores de Taiwan (TSIA) completou 30 anos com um número na manga: produção de 9,1 trilhões de dólares taiwaneses em 2026, alta de 40,9% sobre os 6,5 trilhões de 2025. Em três décadas, a produção dos associados saiu de 1.800 bilhões para esse patamar. Taiwan lidera o mundo em fundição de wafers e em testes e empacotamento.
A associação usou a data para pedir energia: anunciou apoio à reavaliação de usinas nucleares, desde que dentro da lei e sem risco. O conselho aprovou a posição, que promete fonte mais limpa e estável para uma indústria que engole eletricidade. Também abriu comitês de materiais e equipamentos e conseguiu, em dois meses, terrenos para quatro parceiros de materiais, com obras previstas para abril de 2026.