Satélite do bilionário derruba ações de telecom e o mercado tenta adivinhar o que acontece com Vivo e TIM
O Itaú BBA chama de “risco de longo prazo”, mas a lista de movimentos da Starlink nos EUA faz qualquer analista suar a camisa.

A Starlink, empresa de conectividade via satélite da SpaceX, acelerou investimentos em telefonia móvel nos Estados Unidos e provocou uma forte onda de vendas nas ações globais de telecomunicações neste mês. Os três movimentos que chamaram atenção do mercado: autorização da FCC para operar até 15 mil satélites D2D, acordo para adquirir até 14 MHz de espectro na faixa de 800 MHz e negociações para acessar pelo menos 80 mil locais de infraestrutura terrestre nos EUA.
Para o Itaú BBA, a concorrência direta da Starlink é um risco de longo prazo e não uma ameaça imediata às operadoras brasileiras. O banco mantém TIM como preferência relativa, com dividend yield estimado de 13% em 2027, contra 10% para a Vivo. Um ponto de atenção é a faixa de 850 MHz, cujas licenças vencem em 2028, e a possibilidade de a Starlink precisar comprar uma operadora local ou construir rede do zero no Brasil.