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Cultura · Cinema

Rodrigo Santoro achou seu vilão tão genérico que mudou o roteiro para incluir português

O ator passou duas semanas no Zoom com o diretor até convencer a enfiar o Brasil na ficha do bandido

Por Yumi Nakamura ·

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Rodrigo Santoro achou seu vilão tão genérico que mudou o roteiro para incluir português
Imagem: Gage Skidmore · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Rodrigo Santoro não gostou de Damián Zaldívar na primeira leitura do roteiro de “Três Horas para Viver”. Achou o vilão “protocolar, tradicional”, um estereótipo de chefe de cartel que ele já tinha visto mil vezes. Em vez de engolir seco, passou duas semanas em conversas por Zoom com o diretor Scott Waugh, de “Os Mercenários 4”, até convencê-lo a mexer no personagem.

O resultado foi incluir falas em português na boquinha do bandido: nasceu a ideia de que o pai do Damián era brasileiro. O filme, rodado na Austrália, segue Hank Malone (Alan Ritchson), um entregador de elite que é convocado para transportar um fígado capaz de salvar uma menina de sete anos. O órgão também é cobiçado pelo tal carteleiro, e aí a coisa complica.