RFK Jr. facilita acesso a peptídeos sem aprovação, e teste de laboratório achou um detalhe constrangedor
O secretário de Saúde dos EUA abriu a porteira para seis compostos que cientistas da própria FDA dizem não ter evidência suficiente de segurança.

O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., apresentou nesta quarta-feira um projeto de política que permite farmácias de manipulação prepararem seis peptídeos sem aprovação da FDA, a agência regulatória americana. Entre os compostos estão BPC-157, Epitalon, KPV, MOTS-c, Semax e TB-500, frequentemente vendidos com promessas de bem-estar e performance, sem respaldo científico robusto.
A medida cita a recomendação de um painel consultivo da FDA em julho, mas ignora a opinião dos cientistas da própria agência, que afirmaram não haver evidência suficiente de segurança e eficácia. Em nota, a pasta disse que a política não concede aprovação da FDA e exige prescrição individual, rastreabilidade de ingredientes, testes de qualidade e relato de efeitos colaterais. A consulta pública vai de sexta-feira até 13 de novembro. Uma investigação recente mostrou um detalhe ainda mais inquietante: uma amostra do peptídeo experimental retatrutide comprada numa loja de conveniência de Brooklyn, em Nova York, não continha peptídeo algum.