Remédio que evitava 26% das mortes ficou 3 anos na fila do SUS, e o padrão-ouro nem chegou
Estudo com 22,4 mil mulheres revela quanto custa, em vidas, a demora do sistema público para incorporar terapias já comprovadas.

Um estudo brasileiro com dados de 22,4 mil mulheres atendidas na rede pública estimou que um protocolo completo contra câncer de mama HER2-positivo poderia reduzir em 33,7% o número de mortes em comparação com o tratamento atual do SUS. A pesquisa, publicada na revista The Breast, comparou três cenários terapêuticos e foi coordenada pelo mastologista André Mattar.
O T-DM1, medicamento que reduziria as mortes em 25,9%, foi recomendado pela Conitec em 2022 e só chegou à rede pública em outubro de 2025. Já o pertuzumabe, que compõe o chamado padrão-ouro e responde pela queda adicional até 33,7%, continua indisponível no SUS.