Conectando à redação…

Notícia curta. Opinião assinada.

Saúde+ · Câncer

Remédio que evitava 26% das mortes ficou 3 anos na fila do SUS, e o padrão-ouro nem chegou

Estudo com 22,4 mil mulheres revela quanto custa, em vidas, a demora do sistema público para incorporar terapias já comprovadas.

Por Gabriela Araujo ·

CâncerRemédiosSUS e hospitaiscâncer de mamaSUSpertuzumabeConitec

Remédio que evitava 26% das mortes ficou 3 anos na fila do SUS, e o padrão-ouro nem chegou
Imagem: Reprodução/Folha Equilíbrio

Um estudo brasileiro com dados de 22,4 mil mulheres atendidas na rede pública estimou que um protocolo completo contra câncer de mama HER2-positivo poderia reduzir em 33,7% o número de mortes em comparação com o tratamento atual do SUS. A pesquisa, publicada na revista The Breast, comparou três cenários terapêuticos e foi coordenada pelo mastologista André Mattar.

O T-DM1, medicamento que reduziria as mortes em 25,9%, foi recomendado pela Conitec em 2022 e só chegou à rede pública em outubro de 2025. Já o pertuzumabe, que compõe o chamado padrão-ouro e responde pela queda adicional até 33,7%, continua indisponível no SUS.