Queria renunciar e virar senador vitalício, mas o Senado foi mais esperto: Peña preso
Impeachment por unanimidade, renúncia não aceita e prisão domiciliar: a queda de Peña em três atos.

O Senado do Paraguai aprovou na sexta-feira (06/11) o impeachment do presidente Santiago Peña por unanimidade dos 44 senadores presentes. A decisão veio no meio de uma crise financeira desencadeada pelo colapso do banco digital Ueno. Logo após a destituição, o Ministério Público ordenou a prisão do ex-presidente, que está em prisão domiciliar, e também deteve Carlos Carvallo, ex-chefe do Banco Central.
Peña tentou apresentar renúncia na quinta-feira, mas o Senado não aceitou: no Paraguai, a renúncia precisa ser aprovada pelo Congresso. Os parlamentares queriam manter o processo vivo para impedir que ele ocupasse a cadeira de senador vitalício, que daria imunidade parlamentar. Sem ela, o ex-presidente fica à mercê da Justiça comum, e o vice Pedro Alliana assumiu a Presidência.