Quem diria: juros a 15,5% derrubam Dasa 14% e o banco aponta a reeleição
Por trás do tombo há uma conta de juros que atinge o setor inteiro e uma dívida de R$ 1,3 bilhão vencendo em 2028.

As ações da Dasa (DASA3) despencaram 14,43% nesta terça-feira (3), cotadas a R$ 2,55 por volta das 12h45, depois que o UBS BB rebaixou a recomendação de compra para neutra e cortou o preço-alvo para R$ 3,40. O banco aponta a exposição da companhia aos juros altos, que pressionam o resultado financeiro e elevam o custo de capital, com estimativa de queda de 6% no lucro líquido projetado para 2027.
A revisão atingiu o setor todo depois da deterioração da curva de juros pós-reeleição de Lula: o banco subiu em 1 ponto percentual o custo de capital próprio e cortou preços-alvo de 5% a 28%. A taxa de dez anos chegou a 15,5%, ante 14,3% no início da cobertura, e a de um ano foi a 14,4%. A Dasa tem R$ 1,3 bilhão em vencimentos em 2028, e a Bradsaúde é a única que ganha com juros altos.