Quem diria: a solidariedade internacional durou menos que a reabilitação dos amputados da Venezuela
Mais de 6.500 mortos e 226 mil hospitalizados depois, sobreviventes sem pernas encaram anos de prótese com doações pela metade

Terremotos gêmeos atingiram a Venezuela no dia 24 de junio. Mais de 6.500 mortos e 226 mil hospitalizados depois, sobreviventes como Ricardo Contreras, 24, ainda fazem fisioterapia numa oficina de Caracas para se adaptar à vida sem um membro.
O problema é que a ajuda internacional secou no meio do caminho: o UNICEF conseguiu apenas 29,5 milhões de dólares dos 65,7 milhões necessários, e a Cruz Vermelha está com só 39,8% do financiamento. A conta dos amputados é vitalícia, e cada criança pode precisar de cinco ou seis próteses ao longo da vida.