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Tecnologia · IA

Proton empurra IA com força, 90% do código já é da máquina e CEO chama cautela de perdedor

A empresa que vende sigilo para o mundo agora medi internamente quanto de código veio de IA, e quem hesita é chamado de nome feio.

Por Gabriela Araujo ·

IAProtonAndy Yen

Proton empurra IA com força, 90% do código já é da máquina e CEO chama cautela de perdedor
Imagem: Reprodução/GIGAZINE

A Proton, empresa suíça por trás do Proton Mail e outros serviços que vendem privacidade como carimbo, vive um clima interno bem menos zen do que o produto. Segundo reportagem da 404 Media, baseada em entrevistas com 8 funcionários e 1 ex-funcionário, além de mensagens no Slack e gravações de reuniões, a empresa proibia IA internamente, virou o carro em agosto de 2026 e em outubro já tinha 90% do código produzido por IA.

O CEO Andy Yen aparece nos bastidores bem mais agressivo do que na imagem pública: mandou mensagem comparando quem resiste à IA com faxineiro da era da internet, disse que 2026 é o último ano em que a Proton vai contratar engenheiros humanos e rotulou quem quer testar antes de colocar código no ar de “pensamento de perdedor”. A empresa ainda instalou nos computadores dos funcionários um software que mede quanto de código cada pessoa gerou com IA.

Proton é a mesma empresa que já foi criticada por compartilhar dados de IPs com autoridades francesas a pedido de um mandado judicial, o que a levou a mudar sua política de logs. Ou seja: vende privacidade para o cliente e mede a produtividade do funcionário como se fosse linha de montagem.