Protetor solar com óxido de zinco fica mais tóxico com uma bactéria comum na pele
Pesquisa do Japão mostra que o mesmo ingrediente muda de comportamento conforme a flora da pele, e o teste foi feito em células, não em gente.

Pesquisa da Universidade de Shizuoka, no Japão, examinou como o Staphylococcus aureus altera a toxicidade celular das nanopartículas de óxido de zinco, ingrediente comum em protetores solares, cosméticos e produtos tópicos. Em queratinócitos HaCaT, os autores compararam a exposição ao ZnO sozinho com a exposição combinada ao ZnO e à bactéria.
Sozinhos, as nanopartículas já aumentaram espécies reativas de oxigênio, enfraqueceram a barreira cutânea, dispararam inflamação e provocaram apoptose por disfunção mitocondrial. Com a bactéria no meio, essas respostas ficaram significativamente piores, com a via MAPK amplificando o efeito. O recado: segurança de ZnO não se avalia sem o contexto microbiano da pele, com relevância para dermatite atópica.