Prometia acesso a até 15 milhões de euros de crédito; Georgescu fica 30 dias a mais preso
A Corte de Apelação de Bucareste derrubou a prisão domiciliar e devolveu o político à preventiva até 27 de novembro, num caso de fraude de 1,1 milhão de euros.

A Corte de Apelação de Bucareste estendeu em 30 dias a prisão preventiva do político de extrema-direita Calin Georgescu, agora até 27 de novembro, derrubando a decisão de 13 de outubro que o mandaria para prisão domiciliar. Os promotores dizem que ele e outros dois suspeitos convenceram um empresário a entregar 1,1 milhão de euros, acreditando que conseguiriam uma linha de crédito de até 15 milhões de euros numa instituição financeira estrangeira. Georgescu nega tudo e diz que as investigações são “politicamente motivadas”.
Centenas de apoiadores protestaram e entraram no prédio do tribunal em Bucareste para exigir a libertação dele. Georgescu venceu o primeiro turno da eleição de novembro de 2024, anulada por suspeitas de interferência russa, e ficou de fora do novo pleito, vencido por Nicusor Dan. Num caso separado, ele também é acusado de incitar violência e promover fascistas dos anos 1930.