Porta do governo israelense está aberta para “qualquer parlamentar”, mas as 4 exigências não são para qualquer um
Eisenkot quer Estado judeu e democrático, serviço militar obrigatório para todos e destruição do Hamas; enquanto isso, Netanyahu tem 53 das 61 cadeiras necessárias.

Após as eleições de 27 de outubro em Israel, nenhum bloco chegou aos 61 deputados necessários para governar. A coalizão de Benjamin Netanyahu (Likud, Shas, UTJ, RZP e Otzma Yehudit) fez 53 cadeiras, a oposição liderada por Gadi Eisenkot (Yashar, B’Yachad, Democratas e Yisrael Beiteinu) conquistou 48, e os partidos árabes ficaram com 19. O presidente Isaac Herzog vai ouvir os blocos na quarta-feira 4 e definir quem tem a primazia para formar aliança, com 28 dias prorrogáveis por mais 14.
Eisenkot declarou neste sábado 31 que “qualquer parlamentar” aceito em seus princípios pode integrar o novo governo. As quatro exigências: reconhecer Israel como Estado judeu, democrático, liberal e igualitário; comprometer-se com os valores da Declaração de Independência; serviço militar ou civil obrigatório para todos os cidadãos; e reconhecer o Hamas como organização terrorística, com compromisso de destruir sua capacidade militar e de governar a Faixa de Gaza.