Ponte Preta vai ao STF pedir bets pra pagar dívida trabalhista e o paradoxo é bonito
Clube sem contrato com casa de apostas leva ao Supremo o argumento de que precisa do dinheiro das apostas pra quitar R$ 50 milhões devidos aos trabalhadores.

A Ponte Preta protocolou no STF, junto com São Paulo, Vitória, Guarani e Portuguesa, um pedido para participar das ações que discutem a MP 1.394/2026, que restringe publicidade e exploração das apostas de quota fixa. O clube pede a suspensão dos efeitos da norma ou, na falta disso, um período de transição para contratos anteriores à publicação.
A Macaca argumenta que as restrições dificultam a busca por novas receitas e podem comprometer o pagamento de dívidas trabalhistas. A Ponte Preta aderiu ao Plano Especial de Pagamento Trabalhista em agosto de 2023 com passivo estimado em R$ 34 milhões, pagando parcelas mensais de cerca de R$ 190 mil por seis anos, mas novas ações judiciais podem elevar o valor para R$ 50 milhões. O clube não tem contrato vigente com casa de apostas desde setembro, quando a Crear Empreendimentos, do setor imobiliário, assumiu o espaço máster do uniforme. O ministro Luiz Fux convocou audiência pública para 3 de novembro no STF, com dez minutos de exposição para cada participante.