Petróleo cai 6,5% num dia: maior queda em meses, e o pior é o motivo
Depois de subir quase 90% no ano, o barril despenca, mas a geopolítica ainda manda na conta.

O barril de Brent começou a segunda-feira em 109,78 dólares, queda de mais de 6,5% em relação à sexta-feira, quando tinha chegado a 117,45 dólares, o maior patamar desde abril. O pânico veio do fim de semana: a Casa Branca ordenou evacuação ampla de pessoal diplomático no Oriente Médio, Trump sugeriu que as forças americanas podem retomar ataques ao Irã depois das eleições de 3 de novembro, e os combates entre os rebeldes hutis apoiados pelo Irã e a Arábia Saudita aumentaram os riscos ao fornecimento do Golfo Pérsico.
Desde o início do ano, o Brent acumula alta de quase 90% por medo de desabastecimento. Com a inflação subindo nos Estados Unidos e na zona do euro, tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central Europeu devem manter juros nesta semana, mas o mercado já aponta novos cortes em dezembro.