Conectando à redação…

Notícia curta. Opinião assinada.

Saúde+

Pesquisa liga pesticida comum ao Parkinson e o motivo está na lixeira que o cérebro parou de usar

Estudo da UCLA achou risco 2,5 vezes maior e descobriu que o problema é a sujeira que a célula não consegue mais varrer.

Por Gabriela Araujo ·

clorpirifósParkinsonUCLApesticidas

Pesquisa liga pesticida comum ao Parkinson e o motivo está na lixeira que o cérebro parou de usar
Imagem: PJeganathan · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

A Universidade da Califórnia em Los Angeles analisou 829 pacientes de Parkinson e 824 pessoas sem a doença, cruzando endereços com registros de uso de pesticidas na Califórnia. Quem viveu por longo período exposto ao clorpirifós apresentou indicador de risco mais de 2,5 vezes maior que quem não teve contato, segundo o estudo publicado na revista Molecular Neurodegeneration.

Em experimentos, camundongos inalaram o pesticida por 11 semanas e perderam neurônios productores de dopamina, com acúmulo da proteína alfa-sinucleína; em peixes-zebra, o clorpirifós bloqueou a autofagia, o sistema de limpeza das células, e restaurar essa função protegeu as células. Nos Estados Unidos o uso residencial está banido desde 2001, e Taiwan prohibiu venda e uso desde abril de 2024, mas resíduos ainda aparecem em testes de alimentos.