Pareciam apps de exercício e de idioma, mas por dentro criavam deepfakes sexuais: 400 na rede
O aplicativo só mostrava a cara verdadeira em condições específicas, como ter sido instalado a partir de anúncio no Facebook, e as lojas foram avisadas tarde.

Uma investigação publicada em 2 de novembro revelou rede de mais de 400 aplicativos e domínios que escondiam ferramentas de IA para criar imagens e vídeos sexualmente explícitos sem consentimento. Pesquisadores da AI Forensics acharam o esquema nas lojas da Google e da Apple, onde os apps somavam mais de 350 mil downloads, e um deles, o DiffAI, passou de 100 mil instalações.
Os apps usavam bait-and-switch: passavam por editor de foto, professor de idiomas ou app de exercício na checagem de segurança e só liberavam a ferramenta depois, com um dos gatilhos sendo a instalação vinda de anúncio no Facebook ou Instagram. A operação foi ligada à KeLing Technology Limited, de Hong Kong; a Apple removeu 19 apps e atualizou as regras em 16 de outubro de 2026, e a Meta diz ter bloqueado 209 apps da rede.