Paraguai virou potência em cripto e vai apagar a luz cara do Brasil às 18h
Vizinho consome mais Itaipu no mesmo horário do pico brasileiro e o preço da energia sobe, com o consumidor pagando a conta.

O aumento do consumo paraguaio na usina de Itaipu deve pressionar os preços da energia no Brasil, segundo relatório do Itaú BBA. A demanda do Paraguai cresceu entre 12% e 18% ao ano de 2023 a 2025, movida por mineração de criptomoedas e data centers, atingindo carga média de 3,3 gigawatts em 2025.
O problema é que o pico paraguaio ocorre às 18h, mesmo horário do pico brasileiro. Pelo cálculo do BBA, a geração termelétrica subiria perto de 11% ao ano entre 2027 e 2029 e o preço médio marginal passaria de R$40 para R$59 por megawatt-hora (MWh). Distribuidoras brasileiras cotistas em Itaipu correm risco de ficar subcontratadas em 2027.
O efeito deve ficar mais evidente a partir de 2027, quando o ONS passará a usar nova metodologia para projetar a carga demandada pela estatal paraguaia Ande. Empresas termelétricas como a Eneva e geradores hidrelétricos como Axia, Copel, Auren e Engie devem se beneficiar.