Paraguai quer mais energia de Itaipu e a conta do Brasil pode cair até 32,3%: e quem conserta o buraco?
Distribuidoras avisam: se Aneel não definir a cota antes do leilão de 13 de novembro, o ano de 2027 começa com contrato faltando e a diferença sai do bolso de quem consome.

A Abradee calculou que as cotas de energia de Itaipu para as distribuidoras brasileiras podem cair até 32,3% em 2027, o equivalente a 1.745,2 MW médios. A causa é o compromisso firmado em abril de 2024 entre Brasil e Paraguai, que estabelece que o país vizinho passe a contratar toda a sua necessidade de energia a partir de janeiro de 2027.
A demanda paraguaia cresceu 17,9% entre janeiro e agosto de 2026, puxada por mineração de criptoativos e data centers. A Abradee pede que a Aneel defina as cotas antes do leilão de 13 de novembro, senão as concessionárias do Sul, Sudeste e Centro-Oeste iniciam 2027 com contratos insuficientes e precisam comprar energia de outras fontes para cobrir a diferença.
É bonito ver o Paraguai virando potência de data center e cripto, mas a energia que sobra para o Brasil é a mesma que paga a conta da falta.