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Tecnologia · Hardware

Padrinho da DRAM apostou em gás tóxico pra chip. A invasão da Crimeia em 2014 explica por quê

Um veteranão dos chips que passou por Intel e TSMC viu numa startup com prejuízo a próxima fornecedora da indústria taiwanesa.

Por Gabriela Araujo ·

HardwareKao Chi-chuangases semicondutoreschips Taiwan

Padrinho da DRAM apostou em gás tóxico pra chip. A invasão da Crimeia em 2014 explica por quê
Imagem: Jurii · CC BY 3.0 · Wikimedia Commons

Kao Chi-chuan, o “padrinho da DRAM” da Taiwan que trabalhou em Intel, TSMC e Nanya Technology, investiu em 2020 no Zhaojie Technology, startup taiwanesa de gases especiais para fábricas de chips. Na época, a empresa faturava cerca de 1 milhão de dólares taiwaneses por mês, operava no vermelho e tinha patrimônio líquido negativo.

A aposta nasceu da lição da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, que mexeu com 70% da oferta global de neon, gás essencial para produção de chips. Seis anos depois, a companhia ergueu uma fábrica com aporte de 1,2 bilhão de dólares taiwaneses, mas ainda não lucra: certificar gases especiais leva de oito meses a três anos.