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Tecnologia · IA

Os traders mais rápidos de Wall Street viraram construtores de data center, e o motivo dá medo

Quem prevê o mercado em milissegundos agora gasta bilhões em chips e servidores, e dizer que não vai fazer nada virou a opção mais cara.

Por Gabriela Araujo ·

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Os traders mais rápidos de Wall Street viraram construtores de data center, e o motivo dá medo
Imagem: Reprodução/The Decoder

Firmas de negociação de alta frequência como Jane Street e Hudson River Trading disputam capacidade de computação para inteligência artificial. Elas gastam bilhões em contratos de nuvem, startups e centros de dados próprios porque dependem cada vez mais de aprendizado de máquina para prever movimentos de mercado.

A despesa com processamento hoje seria de 10 a 20 vezes a de antes do lançamento do ChatGPT, segundo um executivo. XTX Markets constrói um centro de dados na Finlândia e Jane Street opera outro no Texas, com mais de 4.000 GPUs da Nvidia; Hudson River gasta US$ 1 bilhão por ano em IA, segundo seu chefe de IA, Iain Dunning.

Jane Street investiu US$ 1 bilhão direto na CoreWeave e comprometeu US$ 6 bilhões em seus serviços de computação, além de liderar uma rodada de investimento na startup de chips Etched, e ser a primeira cliente do seu chip, que promete mais desempenho operando em voltagem menor. Jan Boomaars, CEO da Optiver, de Amsterdã, ainda acha que não fazer nada é mais perigoso do que os custos subirem.