Os negros embaixo, os brancos de vestido: loja em SP é avaliada pelo MPSP por racismo
Na vitrine, só os manequins brancos vestiam o vestido de festa da casa, e os negros ficavam em posição de serventia.

A loja de luxo Arthur Caliman, na zona sul de São Paulo, é acusada de praticar racismo ao expor manequins negros em posição de serventia em relação a manequins brancos. O Ministério Público de São Paulo avalia representação protocolada nesta terça-feira (4/11).
No expositor, os negros ficavam abaixo, de roupas neutras, e nenhum vestia vestido de festa, artigo principal da loja; só os brancos, no centro, usavam as peças de celebração. A especialista Gabriela Augusto vê a mensagem de “brancos no lugar da celebração, negros no de serviço”.