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O superior que ele esperava 30 anos trabalhava numa livraria: e depois ele veio morar no Brasil

Um tenente de 22 anos entrou na selva em 1944 achando que a guerra continuava, e só aceitou sair quando o major que o comandava foi buscado numa livraria.

Por Sebastião Moreira ·

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O superior que ele esperava 30 anos trabalhava numa livraria: e depois ele veio morar no Brasil
Imagem: Malacañang Palace · Public domain · Wikimedia Commons

O tenente Hiroo Onoda tinha 22 anos quando foi enviado, em dezembro de 1944, para a ilha de Lubang, nas Filipinas, com ordem de sabotar o inimigo e nunca se render. A guerra acabou em 1945, mas ele leu os panfletos e as gravações em alto-falante como truque do inimigo, viu os três companheiros saírem ou morrerem e ficou sozinho quase 30 anos, comendo coco, banana, arroz e gado de fazendeiro.

Só em 1974, depois que o explorador Norio Suzuki o encontrou na selva, o governo japonês localizou o major Yoshimi Taniguchi, que trabalhava numa livraria, e o levou até lá para ler a ordem de cessar-fogo. Onoda, então com 52 anos, entregou a espada; de volta ao Japão e incomodado com a fama, mudou-se em 1975 para Terenos (MS), virou pecuarista e morreu em Tóquio em 2014, aos 91 anos.