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Saúde+ · Câncer

O remédio era o mesmo nos dois sistemas. A sobrevida, não. E ninguém vai gostar do motivo

Estudo em SP com quase 2.400 pacientes mostra que protocolo igual não garante destino igual, e o detalhe decisivo não está na farmácia.

Por Gabriela Araujo ·

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O remédio era o mesmo nos dois sistemas. A sobrevida, não. E ninguém vai gostar do motivo
Imagem: Rhoda Baer (Photographer) · Public domain · Wikimedia Commons

Pacientes com linfoma de grandes células B tratados no SUS e na rede privada em SP recebem o mesmo esquema de quimioimunoterapia (R-CHOP) desde 2015. Um estudo analisou 2.396 casos de 2015 a 2020 e mostrou que, após cinco anos, 51,7% dos doentes do SUS continuavam vivos, contra 64,7% da rede privada.

A diferença não veio do tratamento, que é idêntico, e sim da escolaridade: pacientes da rede privada tinham bem mais anos de estudo formal. Quem tinha até oito anos de escolaridade teve 47% mais risco de morte, mesmo controlando idade, sexo e fonte de pagamento do tratamento.