O que fez pesquisadores do DeepMind caírem fora do Google, e não foi salário
Funcionários falam em vergonha e medo de retaliação enquanto o Pentágono amplia o alcance da IA da empresa.

Vários pesquisadores do DeepMind pediram demissão por não concordar com o uso de inteligência artificial em operações militares. Sofia Ligouri, engenheira de pesquisa britânica com três anos de casa, saiu na semana passada e afirmou ter vergonha de trabalhar no Google por causa da crescente parceria com os exércitos dos Estados Unidos e de Israel.
O caso ocorre no ano em que o Google assinou contrato que amplia de forma significativa o uso de IA permitido pelo Pentágono. Outro pesquisador, Andreas Krisch, também pediu demissão no início do mês e disse que o Google não tem controle nem veto sobre como o Pentágono aplica a tecnologia, e que funcionários têm medo de falar abertamente porque seus contratos proíbem crítica pública à empresa.