O Panamá perdeu a briga por volume no café, e virou referência mundial do mesmo jeito
A feira mundial do café pousou na América Latina pela primeira vez, e parte do que ela render vai direto para as vítimas do terremoto.
O Panamá recebeu pela primeira vez o World of Coffee, que aconteceu até domingo (25) e estreou na América Latina justamente num país produtor. A edição reuniu 300 expositores de 35 países, cafés de mais de 17 origens e 60 baristas, com campeonatos, oficinas e palestras, e a organização projetou 13 mil visitantes.
A Specialty Coffee Association of Panama lembra que, há três décadas, sete produtores de Chiriquí enfrentavam preços baixos e dificuldade para competir em volume: daí vieram a associação, o concurso Best of Panama (1996) e o café Geisha, que bateu recordes mundiais de preço. A Câmara de Comércio de Panamá anunciou que entregará um percentual dos lucros do evento à Cruz Vermelha Panameana para ajudar as comunidades atingidas pelo sismo na península de Azuero.
A feira ainda serviu para o país se consolidar como ponto de encontro do negócio do café, com leilões eletrônicos e processos naturais que transformaram a estratégia comercial da caficultura local.