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Saúde+ · SUS e hospitais

O Lancet comparou a indústria da misoginia online ao tabaco: e tem método testado por trás

Especialistas dizem que raiva e perseguição são bons negócios, e que o remédio não é só banir conteúdo.

Por Gabriela Araujo ·

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O Lancet comparou a indústria da misoginia online ao tabaco: e tem método testado por trás
Imagem: Reprodução/The Guardian Saúde

Um relatório publicado no Lancet defende que a manosphere e a misoginia online sejam tratadas como problemas de saúde pública, do mesmo jeito que obesidade e tabagismo. Os autores pedem resposta coordenada de governo, escolas, serviços de saúde e organizações comunitárias.

Segundo os autores, a indústria da raiva online lucra com o extremismo: quanto mais radical o conteúdo, mais atenção e dinheiro ele gera. Eles também apontam que isolamento, ansiedade econômica e exclusão social deixam garotos vulneráveis a essas comunidades, e que uma resposta que só remove conteúdo sem oferecer alternativa está fadada ao fracasso.