O filtro ficou perfeito, só a autoestima que não
A psicóloga Anne Crunfli explica em que ponto corrigir olheiras vira querer ser outra pessoa, e por que o consultório médico virou destino de selfie

Quem nunca passou um filtro para disfarçar olheira ou espinha está tranquilo, segundo a psicóloga Anne Crunfli. O problema começa quando o uso fica exagerado e a pessoa quer transformar a própria imagem, como mulher de 50 anos que busca parecer ter 25 ou quem mexe na cor dos próprios olhos.
Crunfli alerta para queda de autoestima, disforia de imagem e transtorno de humor, e conta que há gente levando foto editada ao consultório médico pedindo para ficar igual à captação: é o que ela chama de distorção de imagem, acreditar na fantasia projetada e não no espelho. Com crianças e adolescentes, a recomendação é limitar o tempo de tela e estimular a autoaceitação.