O cérebro do tutor ainda espera o pet no lugar de sempre
Psicóloga especialista em luto por animais explica a dor da despedida e por que o novo bichinho não dá conta de preencher o vazio

A psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo entre humano e animal e em luto por pets, explica que a despedida começa antes da perda: com o animal doente, o tutor já sente tristeza e ansiedade. No momento da partida o impacto é total, porque o cérebro mantém o mapa do que esperar ao chegar no lugar onde o bichinho costuma ficar.
Os pets que ficam na casa também sentem a ausência, ficam mais recolhidos por dias e absorvem o humor do tutor. Sobre adotar outro, ela é direta: cada vínculo é único, então cobrar do recém-chegado a conduta do anterior só gera frustração, e o luto precisa ser vivido antes de abrir espaço para uma nova história.