O câncer cobra uma conta paralela que seu plano de saúde não paga, revela estudo com 1.343 pacientes
Pesquisa no Rio e em São Paulo mostra que a toxicidade financeira atinge até quem tem convênio e machuca mais quem é jovem

Pesquisa publicada na revista Supportive Care in Cancer acompanhou 1.343 pacientes em tratamento oncológico no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em seis meses, a proporção de quem relatou dificuldade financeira subiu de 23% para 25%, e mais de 15% dos pacientes apresentaram estresse econômico novo ou agravado por causa da doença. Quem é mais jovem saiu pior na conta.
O plano de saúde cobre exames, consultas e medicamentos, mas não alcança custos indiretos como deslocamento, dietas especiais, contratação de cuidadores e afastamento do trabalho. Pacientes que já chegaram com dificuldade financeira tinham quase seis vezes mais chances de seguir no vermelho seis meses depois do início do tratamento.