Novela vertical movimenta US$ 11 bi no mundo, e a Globo vai derivar toda novela nova para celular
A meta é transformar o formato vertical em frente permanente de negócio, com dinheiro vindo de publicidade, marcas e assinatura.

A Globo vai ampliar em 2027 a produção de conteúdo feito para celular (novelas curtas, realities e vídeos verticais de jornalismo) depois de passar de 500 milhões de reproduções com seus microdramas. Cada novela inédita ganhará ao menos uma história derivada em formato vertical, decisão anunciada no Upfront Globo 2027, na quarta-feira (14/10). A aposta cresceu depois de “Loquinha”, que virou produção independente para celular a partir do romance de Lorena e Juquinha em “Três Graças”.
O plano de faturamento é vender publicidade integrada às tramas, criar histórias associadas a marcas e usar os microdramas para puxar assinantes: em parte do catálogo, os sete primeiros episódios ficam grátis para quem se cadastra. Segundo a consultoria Omdia, as novelas verticais movimentaram US$ 11 bilhões em 2025, com 83% do mercado concentrado na China; no Brasil, executivos de agências dizem que as marcas seguem cautelosas com o formato.