Ninguém dos EUA ligou para Lula, mas ele vai à casa de Trump de qualquer jeito
Quatro cúpulas internacionais até dezembro, zero telefonemas de Washington e a China como linha vermelha: o roteiro diplomático do Planalto tem mais amarras do que ele gostaria de admitir.

Lula volta à agenda externa depois da reeleição com 4 cúpulas até dezembro. Roteiro: COP31 em Antália, Turquia, em 11 e 12 de novembro; visita a Manila e cúpula da Asean nas Filipinas em 14 e 15 de novembro; cúpula do Mercosul em Montevidéu em 4 de dezembro; e G20 em Doral, Flórida, em 14 e 15 de dezembro, quando ele reencontra Trump.
Ninguém do governo americano telefonou para cumprimentar Lula. No Planalto, a leitura é que há disputa dentro do governo Trump, uns sustentando narrativa de instabilidade e outros buscando convergências. O tema ambiental saiu da pauta do G20 sob pressão americana, e o governo diz que o limite é a China: não abandonará Brics por pressão de Washington.