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Netanyahu queria atacar o Irã antes da votação: o general não topou, e a IA entrou na história

Enquanto o primeiro-ministro postava nuvem em cogumelo gerada por inteligência artificial, o chefe do Estado-Maior segurava a operação que poderia reescrever a eleição

Por Sebastião Moreira ·

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Netanyahu queria atacar o Irã antes da votação: o general não topou, e a IA entrou na história
Imagem: Reprodução/Estadão Internacional

Netanyahu tentou durante semanas orquestrar um novo ataque aéreo contra o Irã antes da eleição israelense de terça-feira, 27, mas esbarrou na resistência do chefe do Estado-Maior, Tenente-General Eyal Zamir. O militar concluiu que não havia urgência e temeu que a ação provocasse retaliação iraniana contra Israel.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro pressionou por uma ação separada, que não chegasse a ser um ataque declarado. Zamir e o comandante da Força Aérea citaram sensibilidades políticas. Netanyahu, por sua vez, publicou imagem gerada por IA de nuvem em cogumelo sobre Tel Aviv e alertou que a votação decidiria “a existência de Israel”. Um dos rivais, Avigdor Liberman, exigiu investigação do procurador-geral.