NASA pede socorro para o Hubble e nem se compromete a pagar a conta
Telescópio com 36 anos está afundando na órbita e a agência quer que empresas privadas resolvam, sem garantir um centavo.

A NASA pediu à indústria, em 29 de outubro, ideias para salvar o telescópio Hubble antes que ele caia da órbita. São três caminhos: subir o aparelho para pelo menos 600 quilômetros, fazer manutenção nele ou derrubá-lo com segurança. Qualquer missão precisaria voar até 2032, porque a previsão de reentrada é de 2033 ou 2034.
O detalhe incômodo é que a agência não tem orçamento reservado e não se compromete a comprar missão nenhuma: quem quiser se candidatar tem que bancar foguete, nave de serviço e operações. A probabilidade de reentrada descontrolada sobe para 50% até dezembro de 2033, e o Hubble é pesado o bastante para representar risco ao chão.