Médico avisou que a UTI tinha bactéria demais para o bebê: o caso virou polícia
A mãe comprou oxímetro por conta própria, viu a saturação cair e pediu o retorno do filho à UTI.
Gael França da Silva deu entrada no Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo, em abril deste ano com febre, foi intubado, entrou em coma induzido e morreu em 30 de julho, aos sete meses. A certidão de óbito aponta choque séptico, sepses, pneumonia e encefalopatia hióxico-isquêmica, e um boletim de ocorrência registra que um médico disse à mãe que transferir o bebê para a enfermaria “seria mais segura em razão da concentração de bactérias existentes na UTI”.
Durante a internação, o pé usado para aplicar a medicação necrosou e a visão do bebê foi comprometida, segundo a mãe. Preocupada, ela comprou um oxímetro, detectou queda de saturação e pediu o retorno à UTI; dois meses depois o menino morreu. O hospital é investigado pela polícia após mortes de bebês por suspeita de contaminação bacteriana.