Mangaká de Ashita no Joe morre aos 87; um de seus personagens já teve funeral de verdade
Tetsuya Chiba desenhou beisebol, sumô, golfe e guerra em 70 anos de carreira, mas foi no boxe que virou lenda, com um funeral que o Japão compareceu de verdade.

O mangaká Tetsuya Chiba morreu em 22 de outubro, em um hospital em Tóquio, aos 87 anos, em decorrência de síndrome mielodisplásica; o funeral foi reservado à família. Nascido em Tóquio em 1939, ele passou a infância na antiga Manchúria e estava na região quando a Segunda Guerra terminou; repatriado ao Japão em 1946, estreou aos 17, em 1956, com um livro de mangá alugado.
Ashita no Joe, mangá de boxe escrito por Asao Takamori e publicado na Weekly Shonen Magazine de 1968 a 1973, é sua obra maior: quando o rival Toru Rikiishi morreu na história, o Japão fez um funeral de verdade para o personagem. Também desenhou sumô, golfe e guerra, pregando a paz com base na própria infância, e recebeu a Ordem do Sol Nascente (2012), o título de Personalidade de Mérito Cultural (2014) e a Ordem da Cultura (2024).