Lula ou Flávio: o Brasil escolhe a quem vigiar, não a quem aplaudir
O Estadão diz que os dois nomes do segundo turno são quase simétricos em vícios e promessas populistas.

O Estadão diz que, seja Lula ou Flávio Bolsonaro o vencedor, o governo terá de ser vigiado de perto pela sociedade. Os candidatos representam grupos com vícios e fizeram uma campanha de populismo inconsequente: cada um vai ter que dizer que quase nada do que prometeu era viável. A classe política fracassou em apresentar centro: Caiado, Renan Santos e Augusto Cury eram variações leves da ideologia bolsonarista.
Na conta de Lula pesa o flerte com o abismo nas contas públicas e promessas beirando a alucinação orçamentária; o crescimento de 7,5% do PIB em 2010 foi boom de commodities, não maestria. Já Flávio chegaria ao poder com a tarefa de libertar o pai, condenado por tentativa de golpe, e sem frear o impeachment de ministros do STF, que passou de protagonista da campanha a silêncio constrangido.