Lotação que era pico de crise em 2022 virou ‘terça-feira normal’ na pediatria dos EUA
Médicos alertam que os hospitais infantis seguem no limite desde o ‘tripledemic’ de Covid, gripe e RSV, e o aperto virou rotina.

Dois médicos americanos, Jonathan Kohler e Mary King, afirmam que o lotamento sem precedentes de emergências pediátricas em 2022 deixou de ser exceção e virou o cenário corrente. Naquele inverno, um bebê com tosse foi levado a um hospital rural na Sierra Nevada, na Califórnia, sem pediatras, sem enfermeiros pediátricos e sem UTI infantil.
O hospital pediu ajuda a centros infantis da região, mas o ‘tripledemic’ de Covid, influenza e RSV tinha superlotado todos os hospitais do norte da Califórnia. Segundo os autores, seis anos depois a superlotação daquela temporada já é o dia a dia, e não mais um pico excepcional.