Livros escolares na Síria perdem a Mona Lisa, esculturas e fotos mistas; só o véu entra
A repaginada veio com as novas autoridades islamistas, e educadores falam em apagar a memória do país.

Desde que as novas autoridades islamistas assumiram o poder no fim de 2024, na queda de Bashar al-Assad, os manuais oficiais sírios passaram por uma repaginada forte: a Mona Lisa sumiu do livro de história do quinto ano, esculturas femininas de antigas civilizações sírias desapareceram de um manual e fotos com homens e mulheres juntos viraram imagens separadas, com niqab. Várias das trocas foram conferidas nas versões digitais dos manuais.
O levantamento, do jornalista Mohammad Salloum, partiu de um estudo da organização Impact-se, que classificou as mudanças como transformação ideológica para além da limpeza do regime caído. O Ministério da Educação confirmou as alterações, alegando eliminar símbolos do antigo governo, e não rebateu as críticas sobre arte e sobre a representação das mulheres.